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Biden

Ásia

Biden redefine o jogo contra a China no Quad

João Paulo Nicolini Gabriel e Carlos Eduardo Carvalho

Houve importante adensamento do arranjo e de suas ambições nesta reunião e houve ganhos importantes da estratégia de Biden para enfrentar a China. O Quad avançou em seu processo de institucionalização mediante convergência de seus membros sobre tópicos diplomáticos. A ideia de Biden foi mostrar engajamento no Indo-Pacífico, mas se distanciando da vertente militarista defendida por Trump. Os EUA encontraram, nesse sentido, maior receptividade de seus parceiros em avançar pela convergência com regras multilaterais e desenvolver estratégias de balanceamento com a China em ramos tecnológicos, ambientais e de ajuda internacional. Mesmo com os esperados protestos de Pequim, o Quad pareceu delinear meios para avançar como bloco, respeitando limites e reduzindo ambições. Disputas de interesses geopolíticos entre os quatro países são entraves que não serão superados facilmente e o arranjo avançou na formalização em temas menos ligado às questões de segurança.

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Política Externa Brasileira

A Carta de Biden

Tatiana Teixeira

Na semana passada, em 18 de março, em meio aos recordes diários de mortes por covid-19 no Brasil e à ausência de um plano básico, claro e coordenado de combate à pandemia em nível nacional, o governo de Jair Bolsonaro revelou carta recebida do presidente Joe Biden em 26 de fevereiro. Foi quase um mês de diferença entre o recebimento e a divulgação da missiva, que vem à tona logo após entrevista exclusiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rede norte-americana CNN sobre a crise sanitária global. Na conversa com a jornalista Christiane Amanpour, Lula pede a Biden doses de vacina para o Brasil e sugere uma cúpula urgente do G20 para tratar da distribuição global e equitativa dos imunizantes contra o coronavírus – ações que vêm faltando a quem cabe por direito e obrigação.

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Sistema Internacional

A Aliança Transatlântica e o retorno do multilateralismo dos Estados Unidos

Solange Reis

O mais difícil para Biden será convencer os europeus a jogarem duramente contra a Rússia e, principalmente, a China. Duas semanas depois da eleição americana, Macron disse que a Rússia é parte da Europa e não deve ser rejeitada. A União Europeia acaba de fazer um grande acordo de investimentos com a China, sem sequer dar uma notificação prévia à Casa Branca. O acordo fortalece a credibilidade da China como parceiro comercial e financeiro, bem como sinaliza para os Estados Unidos que a União Europeia pretende renunciar à função de parceiro menor da coalizão liberal ocidental.

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América Latina, Estados Unidos

O futuro das relações México-Estados Unidos após a Era Trump

Marcela Franzoni

A vitória de Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos coloca grandes desafios para as relações do México com os Estados Unidos. Biden prometeu reconstruir as relações dos EUA com os aliados, reincorporar-se ao Acordo de Paris, promover a segurança econômica e restaurar a credibilidade da grande potência no sistema internacional. Mesmo que essas promessas não mirem especificamente as relações com o México, é claro que a agenda mais ampla de política externa de Biden demandará uma capacidade significativa de negociação do governo mexicano em diferentes temas.

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Estados Unidos

Joe Biden e a Convenção Virtual do Partido Democrata

Thiago Godoy Gomes de Oliveira

Realizada desde 1832, a convenção do Partido Democrata tem como objetivo principal nomear os candidatos oficiais à presidência e vice-presidência do partido nas eleições nacionais, marcando o fim da etapa das eleições primárias. Além disso, serve como uma forma de lançar uma plataforma oficial e do partido e de unificá-lo junto de seus membros e base. No cenário atual de divisões dentro das próprias siglas e de um descontentamento de uma parcela de eleitores democratas, a convenção, mesmo perante um cenário de pandemia, foi realizada virtualmente – o que pode se provar altamente benéfico para a imagem do partido

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