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O futuro das relações entre a Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI)

Giovana Oliveira Santos

No mês de junho de 2018, o governo de Mauricio Macri (2015-2019) recorreu aos programas de empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI). O acordo instituiu o programa Stand-by (SBA) por três anos, cujas condicionalidades e desembolsos são feitos de acordo com as revisões do staff do Fundo. Ao final do programa, os empréstimos totalizariam um valor de US$ 56,3 bilhões. Em agosto de 2019, a Argentina declarou moratória. Ao final desse ano, Alberto Fernández superou Mauricio Macri e foi eleito presidente do país. Logo no início de 2020, ocorreram as primeiras aproximações desse novo governo com o FMI, e até o momento, as negociações sobre a retomada do programa não foram de fato concluídas. Os primeiros sinais dados pelo novo governo demonstram seu objetivo em definir com a organização um novo programa com novas premissas, em que os termos permitam o inicio do pagamento da dívida apenas daqui três anos. Entretanto, Gerry Rice, diretor de comunicações do FMI, ressaltou que existem limitações para o adiamento de  prazos de pagamentos e reestruturação das dívidas. Deste modo, as expectativas argentinas podem não ser cumpridas.

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