América Latina

O que nosso passado recente nos diz sobre o futuro da democracia peruana?

Italo Beltrão Sposito

Em 19 de julho, Castillo foi declarado vencedor das eleições gerais peruanas de 2021 pelo Júri Eleitoral Nacional, órgão responsável pelo processo eleitoral do país. O país teve um período pós-eleitoral turbulento, durante as quais seu oponente Keiko Fujimori usou a estratégia já consagrada entre os candidatos de extrema direita, de contestar os resultados eleitorais. Apesar de finalmente reconhecer sua derrota, a história política e o estilo de Fujimori mostram que ela usará táticas agressivas para prejudicar as condições de Castillo para governar.

Continue reading
América Latina

Política Externa Latino-americana Comparada: em busca de molduras teóricas e rigor metodológico

Italo Beltrão Sposito

Publicações recentes sobre política externa comparada da América Latina apresentaram contribuições importantes para o desenvolvimento teórico e a sistematização de bases de dados relacionados a vários países da região. No entanto, estudos qualitativos comparativos, que melhor se enquadram nas premissas básicas da subárea de análise de política externa, ainda são raros.

Continue reading
América Latina

As quedas dos presidentes Vizcarra e Merino no Peru: a popularidade e o “escudo legislativo”

Italo Beltrão Sposito

Durante o intervalo de uma semana, o Peru passou por duas rupturas de mandatos presidenciais: Martín Vizcarra e Manuel Merino.Somadas as três peruanas que ocorreram dentro de um mesmo mandato presidencial (a outra foi de Pedro Pablo Kuczynski (PPK), 2018), são 26 na América Latina desde o início da terceira onda de democratização (1978), 22 apenas na América do Sul.

Continue reading
América Latina

América Latina – o olho do furacão

Italo Beltrão Sposito

Para observadores que começaram a acompanhar recentemente a política na América Latina, a impressão é de que o ano de 2019 ficará marcado. De fato, vivemos um período de alta instabilidade social e forte polarização política na região, mas não é novidade. Este período pode ser considerado parte de um processo de transição global, marcado pela hegemonia da superpotência do pós-Guerra Fria, os Estados Unidos, pela ascensão da China, pelo recente avanço de líderes populistas, nacionalistas e radicais combinado ao aumento da concentração de renda aliado ao baixo crescimento econômico.

Continue reading
PT_BR