Sistema Internacional

Biden desenha aliança contra China: Reuniões de G-7 e Otan indicam que a disputa é global

João Paulo Nicolini Gabriel e Carlos Eduardo Carvalho

No documento oficial da Cúpula de 14 de junho, pela primeira vez a Otan apontou nominalmente a China como desafio para seus membros. Dois dias antes, a declaração do G-7 questionou o tratamento dado por Pequim às minorias muçulmanas no país, as políticas contra opositores em Hong Kong e as tensões territoriais no Mar do Sul da China, temas muito sensíveis para a liderança chinesa. Pequim classificou as referências como provocativas e instigadoras de uma reprovável lógica de Guerra Fria. Os dois comunicados apresentam conteúdo semelhante aos pontos debatidos em março na Cúpula do Quad, o arranjo estratégico composto por EUA, Índia, Japão e Austrália. Nos três eventos a presença assertiva do novo presidente americano foi decisiva para a ênfase contra Pequim.

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